Sudão: PCP condena o golpe militar e solidariza-se com o povo sudanês







O PCP exige o fim da repressão sobre o povo sudanês e as forças democráticas, assim como a imediata libertação de todos os detidos, acrescenta um comunicado.

O partido liderado por Jerónimo de Sousa denuncia ainda a ingerência do imperialismo no Sudão, sem especificar, e acrescenta que a mesma visa assegurar o controlo e a exploração dos recursos naturais do país e a sua inserção numa estratégia de domínio desta importante região no continente africano.

O PCP reafirma ainda a sua solidariedade para com o Partido Comunista Sudanês e a persistente e corajosa luta dos trabalhadores e do povo sudanês pelos seus direitos e liberdades fundamentais, pela democracia e o progresso social, pelo fim da ingerência do imperialismo.

A tomada do poder pelos militares na segunda-feira seguiu-se a semanas de crescente tensão política no país, intensificadas como uma tentativa de golpe de Estado em 21 de setembro.

Esforços de membros civis do Governo sudanês em reformar o setor da segurança no país geraram uma forte reação dos militares, inclusive do general Abdel Fattah al-Burhan, chefe das Forças Armadas sudanesas.

O oficial anunciou na segunda-feira através da televisão estatal do país a dissolução do Governo e do Conselho Soberano -- o mais alto órgão executivo do país --, a suspensão de vários pontos da carta constitucional aprovada em agosto de 2019 e que estabelece um roteiro para a realização de eleições, e a instauração do estado de emergência.

Nas primeiras horas de 25 de outubro, os militares prenderam pelo menos cinco ministros, bem como outros funcionários e líderes políticos, incluindo o primeiro-ministro Abdalla Hamdok.

Hamdok foi libertado na terça-feira ao final do dia, mas vários ministros e altos funcionários da administração sudanesa continuam detidos.

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