Pelo menos cinco pessoas morreram em ataques armados no leste da RDCongo







De acordo com as mesmas fontes, os rebeldes terão atacado uma vila e um acampamento do Exército, sequestrando um voluntário da Cruz Vermelha congolesa, além de terem provocado as mortes.

Os ataques, realizados simultaneamente contra a aldeia de Bogio e o campo das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC), aconteceram nos arredores de Komanda, a 75 quilómetros a sul de Bunia, capital da província.

Os rebeldes das ADF são suspeitos.

Segundo o pastor Vaden Ngarayi, da Igreja Adventista de Komanda, três civis foram encontrados mortos e 11 casas foram incendiadas.

Já o presidente da Cruz Vermelha do território de Irumu, David Beiza, confirmou a morte de três pessoas, dizendo mais tarde que tinham sido encontrados mais dois cadáveres no mato.

David Beiza indicou que várias dezenas de pessoas estão desaparecidas, supostamente sequestradas pelos rebeldes, mas, acrescentou, 10 crianças e oito mulheres idosas foram libertadas.

Os rebeldes fizeram um assalto cerca das 19:00 (mesmo hora de Lisboa) num distrito de Komanda, onde morava o voluntário Berogan Udaga, disse o líder da Cruz Vermelha de Irumu.

Foi sequestrado. Ligámos-lhe. O telemóvel estava ligado e um rebelde atendeu, dizendo: o seu funcionário está connosco e não será libertado, porque vai ajudar-nos a tratar dos nossos feridos, contou David Beiza, adiantando que os rebeldes desligaram o telemóvel definitivamente, após a chamada.

Em declarações à agência de notícias AFP, o general Johnny Luboya, governador militar de Ituri, disse que os soldados reagiram ao ataque, mas infelizmente foram registadas cinco mortes.

A situação está sob o controlo do Exército, peço à população que tenha calma e faça as suas coisas com liberdade, alertou.

Os rebeldes das ADF são apresentados pelo grupo jihadista Estado Islâmico como os seus braços direitos na África Central, depois de terem surgido no Uganda.

Das centenas de grupos aramados em atividade na região oriental da República Democrática do Congo, as ADF são consideradas as mais mortíferas.

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